quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sugestão de Livro para trabalho com DQ

OLÁ PESSOAL, ESTAVA DANDO UMA OLHADA PELA INTERNET E ACHEI INTERESSANTE A SUGESTÃO, DADO A ESCASSEZ DE REFERENCIAS NESSA ÁREA. ATÉ MAIS, LIONARA.

Dinâmicas de Grupo: Aplicadas no Tratamento da Dependência Química
SINOPSE
A motivação que proporcionou a elaboração deste manual reside em um pedido de vários profissionais, alunos e estagiários que solicitavam dinâmicas de grupo que eram realizadas nas sessões grupais para tratamento de dependentes químicos. Este manual visa principalmente à utilização e aplicação da técnica dinâmica de grupo, adaptada a uma realidade bastante específica que é a dependência química que, por si só, estabelece a necessidade de um olhar que contemple sua abrangência. A utilidade da leitura deste livro consiste em adquirir um conjunto de ferramentas práticas para os profissionais que trabalham com dinâmicas de grupo no tratamento da dependência química e que acreditam na ampliação de recursos técnicos como forma de aprimoramento e crescimento para lidar com os desafios da área. Com um roteiro claro e objetivo, o livro foi dividido em duas partes para melhor utilização pelos profissionais:
Parte I - Referencial teórico básico para quem pretende trabalhar com dependência química e com grupos, por meio de uma revisão geral sobre Aspectos Básicos de Grupo no Tratamento da Dependência Química; Funcionamento da Abordagem Grupal e Importância e Aplicabilidade da Dinâmica de Grupo em uma Abordagem Grupal.
Parte II -Consiste na aplicação e procedimentos das dinâmicas de grupo propriamente ditas, com a descrição clara e concisa das atividades segundo o roteiro abaixo:
- Objetivo- Permite ao profissional visualizar as metas a serem alcançadas com a dinâmica relacionando os objetivos propostos no tratamento, bem como as necessidades e o momento do próprio grupo.
-Número de Pessoas -Trata-se de uma recomendação, sendo determinante a peculiaridade de cada serviço e de cada profissional.
-Tempo de Duração -Orienta o profissional sobre como planejar seu trabalho para aplicação e execução da dinâmica de grupo.
-Material Necessário -Descrição dos materiais de modo a facilitar o preparo prévio e a execução da dinâmica de grupo.
-Procedimento -Explica passo a passo como a dinâmica deve ser desenvolvida, atrelando aspectos relacionados à dependência química que podem ser explorados.
-Dicas das Autoras -Trata-se de uma sessão que fornece orientações sobre estágio de tratamento ou tipos de grupo que podem se beneficiar da dinâmica proposta, bem como sugestões para adaptação ou ampliação do conteúdo a ser abordado.
Editora: Roca
Autor: NELIANA BUZI FIGLIE & DENISE GETULIO DE MELO & ROBERTA PAYA
Origem: Nacional
Ano: 2004
Número de páginas: 298

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Boas até que enfim...

Pra alegrar a semana um pouco, gostaria de compartilhar que felizmente por mais um tempinho teremos médico psiquiatra... bons frutos das conversas com a gestão? Espero que sim...

Também aproveito pra agradecer todos que colaboraram para que a 4ª Edição dos Jogos de Integração de Saúde Mental fosse um sucesso!!

O dia 06 de novembro com certeza ficará marcado como um dia de união e de superação de obstáculos, pois apesar da chuva, das coisas resolvidas de última hora e da exaustão que tudo isso trouxe, o sorriso no rosto dos usuários e os elogios recebidos superam as frustrações e dao forças para que no ano que vem façamos tudo de novo!!

Até a 5ª Edição pessoal, espero que mais organizada e com mais participação e envolvimento!!

Abraços...

Angela Meincke Melo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Chateada...

Não bastasse o que já vem acontecendo com a saúde mental do município ainda recebo duas más notícias neste finds...

Primeira:
O psiquiatra do CAPS Prado Veppo, que cumpre horas no CAPS ad também, pretende pedir exoneração nas próximas semanas.
*Espero que não ocorra isso, mas com o péssimo salário que é pago e com as equipes incompletas, não é de se admirar que percamos bons profissionais!

Segunda:
Não passamos (CAPS Prado Veppo e CAPSi) pra próxima fase do concurso "Loucos pela diversidade", e no desânimo em que me encontro, não vejo nem meios de recorrer.
*Enfim, nem só de flores que se vive, né?

E nesse dia funesto, dou meus pêsames para nós, que ainda continuamos lutando para tentar fazer as rodas girarem...
Desculpem o péssimo humor, mas não dá pra deixar de se indignar...

Abraços,

Angela.

sábado, 24 de outubro de 2009

ESCLARECIMENTO SOBRE NOTÍCIA DE ABERTURA DO NOVO CAPS

Pessoal, falo aqui como integrante da equipe do CAPS ad que está em fase de implantação.
A idéia é esclarecer sobre as notícias imprecisas veiculadas em jornal da cidade sobre a abertura do NOVO CAPS.

Nós, equipe do CAPS ad, composta até o momento por 5 pessoas ( 3 psis, 1 enf, 1 téc. em saúde mental) iniciamos os atendimentos na sede do CAPS ad Caminhos do Sol em 10 de agosto, iniciando um acolhimento e definindo agendas e atividades. As práticas com usuários foram se constituindo num contexto de qualificação dessa equipe de 5, onde estudamos, pensamos, praticamos a partir da proposta do que é um CAPS, da Política do MS para usuários de alcool e outras drogas, do referencial da Redução de Danos, da política Nacional de humanizaçõa ( acolhimento, clinica ampliada, plano terapeutico singular, produçaõ de redes, co-gestão...)
Ao mesmo tempo que estudamos, estamos experenciando essas noções na prática, com os usuários e com a Rede...

Depois de um mês e meio, apesar de reduzida, nossa equipe ganhou uma consistência e nos sentimos seguros de propor à gestão da SMS nossa ida para casa, proposta que foi bem acolhida. Sem o restante da equipe e sem móveis. Nos movimentamos pra conseguir algumas cadeiras que são as que estamos utilizando. Em torno de 20 cadeiras. A idéia é poder atender melhor os nossos usuários e dar visibilidade ao que fazemos e a essa demanda do município.

Assim, no momento, estamos em fase de implantação do serviço, definindo atividades de acordo com nossa possibilidades.

Já é um ganho à saúde de Santa Maria, mas para transformar o serviço em CAPS, com registro no MS, equipe mínima, atendimento intensivo, semi intensivo, não intensivo, falta bastante coisas. Contudo, estamos cientes que estamos construindo um caminho interessante.

Enfim, estamos avançando, com certeza. Além de irmos à casa, de a equipe estar ciente de sua proposta, nesse fim de semana saiu edital chamando mais pessoas para comporem a equipe.


Abraços

Douglas

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PARA ALERTAR: A SAÚDE MENTAL EM SÃO PAULO - E NÓS?

Ola,

Entrei em contato com um artigo sobre a saúde mental em São Paulo, cidade e estado. Bom para pensar em como o modo de gestão do SUS pode dar margem a produção de aberrações que nada tem a ver com seus princípios, legitimados pela constituição.

O texto chama-se

"O analisador “Unidade Experimental de Saúde”: a expansão do biopoder através das políticas paulistas de ataque à política anti-manicomial " escrito por Maria Ângela Santa Cruz (Psicanalista, analista institucional)

Coloco abaixo alguns trechos dele e o link onde ele se encontra na íntegra, para quem quiser acessá-lo...

"Os textos a seguir apresentados contam uma parte cruel de um poderoso movimento em curso não só na sociedade brasileira, capitaneado pela cidade e pelo estado de São Paulo, como em todas as sociedades ocidentais contemporâneas globalizadas: o movimento da patologização e medicalização[1] do sócius, tudo em nome da Ciência e da Atenção à Saúde Mental das populações.Em São Paulo, tal movimento assume contornos assustadores com proporções de "tsunami". Um dos últimos municípios brasileiros a implementar o Sistema Único de Saúde - o SUS - São Paulo vem tateando na construção das redes de atenção básica através das ESFs[2] e dos NASFs[3] - importantes dispositivos na direção da efetivação dos princípios da política pública de saúde, afirmada na constituição cidadã de 1988: universalidade, integralidade, equanimidade. Ao mesmo tempo, vem sendo significativo o aumento da implementação de equipamentos substitutivos ao modelo asilar, sejam os CAPS[4], em suas várias modalidades (CAPS adulto, CAPSi, CAPS ad), sejam as residências terapêuticas e os leitos psiquiátricos em hospital geral para tratamento de situações de crise. Se, por um lado, tal modo de organizar a rede de atenção à saúde confirma a direção política nacional das políticas públicas de saúde em geral e de Saúde Mental em particular, por outro lado o fato desses importantes dispositivos estarem sendo implementados através de parcerias com Organizações Sociais (OSs), cujas políticas de atenção e de gestão são extremamente díspares, faz com que a rede que se pretendia construir se assemelhe atualmente a mais um dos tantos franksteins que vem sendo produzidos no âmbito das políticas públicas em todos os setores.Protocolarmente constituídos, muitos desses equipamentos reproduzem em suas práticas as práticas manicomiais travestidas em ofertas de remédios, oficinas e outras tantas parafernálias, mantendo os usuários por eles atendidos, na clausura da vivência solitária e isolada de um sofrimento extremo, contido desta vez quimicamente."


"São Paulo também inova com equipamentos cuja "missão" segue exatamente na contramão de todo o movimento da Reforma Psiquiátrica brasileira, produzida no bojo dos intensos e extensos movimentos sociais pela redemocratização do Brasil nos anos 80 do século passado. Cito apenas algumas dessas invenções, como analisadores da direção atual da políticas de saúde em efetivação:1) AME psiquiátrica ou Ambulatório de Especialidade Médica psiquiátrica: Na esteira da implantação de AMEs de várias outras especialidades, psiquiatras como Ronaldo Laranjeira (UNIFESP), Valentim Gentil (HC/USP), Sérgio Tamai (Santa Casa) e Kalil Dualibi (UNISA) - conhecidos opositores da Reforma Psiquiátrica - conseguiram com o governador do Estado a implantação de um projeto piloto na V. Maria, "mais eficiente e com melhor custo-benefício" do que os CAPS, na opinião desses senhores. A atenção seria basicamente centrada na medicação, e a população a ser atendida seria composta por "patologias" atendidas através de cinco programas: casos de depressão, de transtorno bipolar, de álcool e drogas , idosos com transtorno mental, primeiros surtos psicóticos e crianças com quadros de autismo, hiperatividade e déficit de atenção. (ver revista online da ABP )2)Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento - criado por um pool de faculdades médicas ligadas a centros universitários importantes (USP, UNESP, UFRGS), este dispositivo do bio-poder atualizou e repaginou um saber que as sociedades disciplinares instauradas na modernidade produziram: quanto mais precoce a intervenção, mais eficiente um tipo de produção de subjetividade controlado e dominado na direção política que se pretenda. Então, criou-se um instituto de pesquisa interinstitucional, interestadual, com várias articulações com importantes centros de pesquisa internacionais para pesquisar, intervir e capacitar professores e profissionais de saúde no diagnóstico e intervenção precoces do que poderá vir a ser futuros transtornos mentais, em crianças a partir de meses de vida até a adolescência. Sinais "sub-clínicos" desde um tamborilar constante dos dedos até expressões de medo em crianças poderiam servir como indícios de futuros transtornos mentais que, nessa concepção, seriam distúrbios no desenvolvimento cerebral. Pesquisas e "capacitações" já vêm sendo realizadas de norte a sul do Brasil, obviamente com a população de baixa renda que freqüenta as redes públicas de educação e de saúde, com verba do Ministério da Ciência e da Tecnologia. Quem quiser saber mais pode acessar o site do instituto: www.inpd.org.br ."


"A desconhecida Unidade da contra-reforma psiquiátricaA "Guantânamo Brasileira" (CartaCapital - 15.04.2009)"Prisão-Hospício" (Caros Amigos - julho 2009)São Paulo, julho de 2009.Autoria Grupo InterinstitucionalA Unidade Experimental de Saúde (UES) é um equipamento atualmente pertencente à Secretaria Estadual de Saúde, destinado a custodiar, segundo o Decreto que o regulamenta (Dec. nº 53427/2008), "adolescentes e jovens adultos" com diagnóstico de distúrbio de personalidade e alta periculosidade, que cometeram atos infracionais graves, egressos da Fundação Casa e interditados pelas Varas de Família e Sucessões. Os jovens são processados em ações judiciais com pedidos de interdição civil cumulado com internação hospitalar compulsória, nos termos da lei 10.216/2001.Nos casos dos jovens encarcerados na UES, trata-se de espécie de custódia à margem da legalidade, que se presta a prorrogar o limite improrrogável de três anos de internação de jovens em conflito com a lei. Após o esgotamento da competência da Justiça da Infância, ao invés de proceder-se à compulsória liberação em virtude do alcance máximo do tempo de encarceramento, o jovem dito perigoso, diagnosticado como sendo portador de transtorno de personalidade anti-social, é enviado à Unidade Experimental de Saúde.Ao contrário da medida de internação, esse novo encarceramento não é precedido do cometimento de um crime, cuja apuração tenha se submetido às garantias da lei. O jovem é para lá enviado sem que tenha praticado ato algum, após ter sido exaustivamente responsabilizado pelo ato infracional cometido outrora. Ademais, essa espécie de custódia não comporta prazo de duração. O jovem permanecerá enclausurado até segunda ordem judicial."


Enfiim pessoal, São Paulo é longe, mas importante estarmos atentos ao que acontece no Brasil, no SUS, para elaboramos nossas estratégias de construção do nosso Sistema coerente com o que dizem nossas políticas de saúde e, no meu caso, minhas crenças do que seja produzir saúde.

O link do texto é: http://www.projetosterapeuticos.com.br/noticia01.php?id=158

Abraços

Douglas

sábado, 17 de outubro de 2009


Pessoal, encaminhei esse e-mail ao grupo, mas achei interessante posta-lo por aqui tb.
Arte, cultura, renda são fundamentais à produção de saúde. Os incentivos financeiros podem vir como um plus às atividades já desenvolvidas, como as que estão nas fotos de práticas no CAPS PV, CAPS i e CAPS ad.
Abraços
Douglas
Car@s,

O Ministério da Saúde, com o objetivo de fortalecer os Projetos de Arte, Cultura e Renda na Rede de Saúde Mental, realizará Chamada para a seleção de 60 projetos, que deverão receber incentivo em 2009/2010, nos termos da Portaria GM 1169/2005.

Poderão participar dessa seleção projetos desenvolvidos em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Convivência e Cultura, Associações de Usuários, Familiares e Amigos da Saúde Mental e Unidades Básica de Saúde, que promovam o acesso ao trabalho, renda, arte e cultura.

Terão prioridade na seleção:
1) Distribuição regional/estadual. Os projetos de municípios das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, nesta ordem, serão considerados prioritários para o recebimento do incentivo financeiro, seguido de projetos das regiões sul e sudeste;
2) Desinstitucionalização: projetos sediados em municípios/regiões em processo de desinstitucionalização, especialmente os que beneficiem pacientes com internações de longa duração.

O incentivo será repassado em uma única parcela ao Fundo Municipal de Saúde. Serão destinados R$5.000,00 (cinco mil reais) para 30 projetos que possuam entre 10 e 50 usuários de serviços de saúde mental; R$10.000,00 (dez mil reais) para 20 projetos que possuam entre 51 e 150 usuários de serviços de saúde mental e R$15.000,00 (quinze mil reais) para 10 projetos que possuam mais de 150 usuários de serviços de saúde mental.
A mensagem de divulgação encontra-se em anexo, bem como o Edital de Seleção, que também pode ser acessado no sítio: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/arte_cultura_renda.pdf
As inscrições poderão ser feitas através do link: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=3365 até as 24h do dia 13 de novembro de 2009.

Saudações Cordiais,
June Scafuto e Milena Pacheco.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Estamos no páreo!!

PEssoal o CAPS Prado Veppo e o CAPSi de Santa Maria estão habilitados para a próxima etapa do prêmio "Loucos pela diversidade" ...
Fiquei tão feliz que tive que postar...
Hehehehheheh

Bjusssssss

Confira em:
http://www.cultura.gov.br/site/2009/05/25/edital-premio-cultural-loucos-pela-diversidade/